Eu sou uma pessoa introspectiva e posso dizer que introspecção no trabalho não é timidez e muito menos desinteresse.
Pessoas introspectivas tendem a ouvir mais do que falar, pensar antes de reagir e perceber nuances que passam batido para quem está sempre em modo resposta rápida.
Eu brinco chamando isso de IntrospecçãoMan que tem dois modos.

O IntrospecçãoMan em ação traz:
- Escuta profunda – Capta nuances, silêncios e o que não foi dito.
- Presença intencional – Quando fala ou age, gera impacto real e não ruído.
- Empatia observadora – Lê o clima emocional antes de reagir.
Mas existe o outro lado, igualmente legítimo, o IntrospecçãoMan na caverna que traz:
- Autossuficiência emocional – Resolve muito sozinho e demora a pedir ajuda.
- Seleção extrema de vínculos – Prefere poucas conexões, mais profundas.
- Processamento interno intenso – Precisa de tempo e espaço para organizar ideias e emoções internamente.
Na vida no trabalho, o ponto não é mudar quem a gente é. É regular isso.
Saber quando observar em silêncio e quando sair da caverna para contribuir.
Até porque introspecção não é ausência social, é potência interna.
E, quando bem usada, vira clareza, impacto e relações mais maduras.
Fazendo assim parte de um processo de amadurecimento pessoal e profissional para um melhor gerenciamento das nossas jornadas.



