Como usar o marketing pessoal na estratégia de carreira e não como autopromoção vazia

Marketing pessoal virou uma palavra contaminada.

Para algumas pessoas, significa “se vender”.

Para outras, é sinônimo de exposição constante, frases prontas e performance de sucesso.

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Para muitas, soa artificial, cansativo e distante da vida real.

O problema não está no marketing pessoal, está na forma rasa como ele costuma ser praticado.

Quando bem compreendido, marketing pessoal é uma ferramenta de organização da carreira, não de autopromoção.

Ele ajuda a reduzir esforço invisível, aumentar clareza e criar crescimento com mais saúde.

Inclusive, se partimos do conceito de marketing em si, vamos ver que marketing não é propaganda e não é convencimento forçado.

Marketing é entendimento profundo de pessoas e problemas reais.

Segundo Philip Kotler, uma das grandes referências da área, o marketing é:

“O processo de identificar e satisfazer necessidades humanas e sociais de forma lucrativa.”

E a palavra-chave aqui é valor.

Para isso o marketing começa na escuta, na compreensão do contexto e na clareza do que realmente importa para quem está do outro lado.

Até porque, atualmente o marketing atual não é sobre interromper, mas sobre criar algo relevante para um grupo específico de pessoas.

Quando trazemos isso para a carreira, o marketing pessoal deixa de ser exposição e passa a ser clareza de valor profissional.

O funil de vendas como ferramenta central do marketing pessoal

O funil de vendas tradicional costuma ser tratado como algo comercial, mas ele é, antes de tudo, um modelo de tomada de decisão humana.

Ele representa como a confiança se constrói ao longo do tempo.

De forma simples se trata de:

  • Atenção – alguém descobre você.
  • Interesse – começa a entender como você pensa.
  • Confiança – percebe consistência e valor.
  • Decisão – escolhe você quando precisa.

No marketing tradicional, isso leva à compra.

No marketing pessoal, isso pode levar à escolha profissional.

Essa escolha pode ser para uma vaga, para um projeto, para uma parceria, para uma liderança ou mesmo para uma recomendação.

Marketing Pessoal Infográfico do Funil de Venda Decisão D

Como aplicar o marketing pessoal de verdade

Podemos partir do princípio de que marketing pessoal é:

Tornar claro o valor que você gera, para quem ele importa e em que contexto ele faz diferença.

Logo, não é falar de si o tempo todo.

É ajudar as pessoas certas a entenderem como você pensa e trabalha.

Tom Peters já dizia que marca pessoal é reputação, não imagem.

E uma boa reputação nasce de consistência, coerência, entrega e tempo.

Para iniciar o uso dessa ferramenta na sua carreira, é possível começar com ações concisas, mas consistentes.

Por exemplo,

1x por semana revise o que você viveu, aprendeu ou observou no trabalho e escolha uma reflexão útil

Traduza isso em um post, um texto curto ou um vídeo simples

Mas mantenha como pergunta-guia algo como:

“Isso ajuda alguém a pensar melhor sobre o próprio trabalho?”

1x por mês revise conteúdos publicados e observe:

  • O que gerou conversa.
  • O que trouxe boas conexões
  • E ajuste foco dos temas ou da linguagem.

Vale ter como pergunta-guia o seguinte pensamento:

“Estou sendo lembrado pelo que realmente importa para mim?”

Com o tempo, você vai perceber que:

✓ Precisa se explicar menos.

✓ As conversas começam em outro nível.

✓ As oportunidades chegam com mais contexto.

✓ O trabalho passa a falar antes de você.

Isso é marketing pessoal, isso é a produtividade sustentável aplicada à carreira.

Mas, o mais importante talvez seja ter em mente que:

Marketing pessoal não é sobre parecer bem-sucedido. É sobre construir uma mensagem forte que mostre no que você é bom e como pode ajudar as pessoas na jornada delas.

Referências

KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing. 15. ed. São Paulo: Pearson Education, 2016.

GODIN, Seth. Isso é Marketing. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019.

PETERS, Tom. The Brand Called You. Fast Company, 1997.

BRUNSON, Russell. DotCom Secrets. Boise: Etison Publishing, 2015.

KILLEN, Michael. Sell Futures, Not Features. Londres: Self-published, 2021.

MILLER, Donald. Building a StoryBrand. New York: HarperCollins, 2017.

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