Por que não se deve demitir alguém numa sexta-feira à tarde

Há uma regra simples que aprendi com dois líderes que admiro profundamente e que levo comigo desde então:

Não demita alguém numa sexta-feira, a mesmo que seja extremamente necessário.

Parece um detalhe, mas não é.

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É uma questão de respeito, humanidade e ética profissional.

Recentemente, uma mentora me contou que foi desligada de uma empresa numa sexta-feira, no meio da tarde.

Ela não fazia ideia de que isso iria acontecer.

E essa história me fez lembrar o que aprendi com meu ex-diretor e o CEO de uma das empresas onde trabalhei:

“Desligamentos devem ser feitos com planejamento e empatia. Se for possível, sempre no começo da semana.”

Mas existe outro ponto ainda mais importante:

Um desligamento nunca deveria ser uma surpresa total.

Se foi, significa que falhou o processo de comunicação.

Quando alguém é demitido sem entender o motivo, é sinal de que faltaram feedbacks claros e oportunidades reais de mudança.

A pessoa não teve chance de corrigir o curso, e isso é responsabilidade direta da liderança.

Por isso, sempre que precisei desligar alguém (ou até encerrar contratos com empresas), fiz questão de seguir uma lógica transparente:

Mostrar o histórico, relembrar conversas anteriores e explicar os motivos com clareza e respeito.

A pessoa pode não concordar com a decisão, mas entende a trajetória que levou até ela.

Liderar é, antes de tudo, um ato de responsabilidade humana.

Mesmo nas decisões mais difíceis, é possível ser ético, transparente e empático.

E você?

Já viveu ou presenciou um desligamento malconduzido?

Como acredita que esse momento deveria ser tratado?

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