Você já sentiu aquele cansaço profundo só de olhar para as telas?
Eu tenho passado por isso. O nome é fadiga digital e quando a gente conecta isso com o que Byung-Chul Han chama de sociedade do desempenho, tudo fica ainda mais claro.
Ninguém está forçando a gente a trabalhar o tempo todo.
Nós mesmos viramos nossos próprios carrascos.
Estamos sempre “on”, sempre disponíveis, sempre tentando produzir mais e ainda culpados quando não damos conta.
O resultado?
Atenção fragmentada, energia drenada e uma sensação enorme de perda de controle em meio a pings, mensagens e notificações infinitas.
Mas dá para gerenciar isso. Aqui estão três técnicas que tenho aplicado:
- Microfronteiras
Horários sem notificação, blocos de foco e… sim, às vezes eu demoro a responder. - Aprender a dizer não
Nem tudo que chega urgente é verdadeiramente urgente. Negociar pedidos salva energia. - Âncoras analógicas
Caminhar, cozinhar, escrever à mão.
Ativar outros sentidos devolve presença, calma e um pouco da nossa humanidade.
No fim do dia, lidar com esses estímulos não é luxo, é autocuidado.
É o que nos devolve saúde, felicidade e qualidade no trabalho.
E você?
Como tem gerenciado esse bombardeio constante de atenção?



