Colaboração e relacionamento no trabalho

Colaboração e relacionamento no trabalho são competências centrais em contextos organizacionais complexos como os que vivemos.

Raramente entregamos algo relevante de forma isolada.

O trabalho acontece por meio de acordos, trocas, expectativas compartilhadas e decisões distribuídas entre diferentes pessoas.

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Quando essa competência não está bem desenvolvida, surgem retrabalhos, conflitos recorrentes, desalinhamentos e desgaste emocional.

Quando está madura, o trabalho flui com mais clareza, previsibilidade e confiança.

Este tema não trata de evitar conflitos ou agradar pessoas.

Trata de criar relações de trabalho funcionais, claras e orientadas a resultado.

Vejamos alguns tópicos importantes dentro desse tema a seguir.

Construir alinhamentos com diferentes stakeholders

Stakeholders são todas as pessoas que impactam ou são impactadas pelo seu trabalho.

Cada uma dessas pessoas possui interesses, pressões e critérios de sucesso distintos.

 Ignorar essas diferenças é uma das principais fontes de ruído e retrabalho.

Construir alinhamento significa garantir entendimento compartilhado sobre problema, solução, critérios de decisão e limites.

Não é convencer todo mundo, mas criar base comum para decisões conscientes.

Para desenvolver esse tema, alguns tópicos podem ser muito relevantes, como os que veremos melhor a seguir.

Colaboração e relacionamento no trabalho B1

Mapear expectativas e interesses de cada stakeholder envolvido

Mapear expectativas envolve compreender o que cada pessoa espera do trabalho, o que considera sucesso e quais riscos percebe.

Muitas expectativas são implícitas e, quando não verbalizadas, geram conflitos posteriores.

Uma prática simples é listar os principais stakeholders e registrar, ainda que de forma breve:

  • Expectativas explícitas.
  • Expectativas implícitas.
  • Principais preocupações.
  • Grau de influência na decisão e percepção de sucesso.

Esse mapeamento reduz ruído e aumenta previsibilidade.

Validar entendimentos antes de avançar com decisões importantes

Validar entendimentos significa checar se as pessoas envolvidas estão partindo da mesma leitura do problema e da solução proposta.

Não se trata de pedir permissão para tudo, mas de reduzir interpretações divergentes.

Perguntas simples ajudam, como, por exemplo:

  • Estamos alinhados sobre qual é o problema? (Importante declarar qual o problema para todos para confirmar isso).
  • Essa solução responde a esse problema alinhado?
  • Existem restrições que não estamos considerando?

Validação prévia reduz conflitos posteriores e retrabalho.

Registrar alinhamentos e decisões para referência futura

Alinhamentos não registrados tendem a ser esquecidos, reinterpretados ou distorcidos com o tempo.

Registrar decisões cria memória coletiva e reduz discussões circulares.

Esse registro pode ser simples:

  • Resumo pós-reunião.
  • Comentário documentado em ferramenta compartilhada.
  • Registro curto de decisão e próximos passos como por e-mail ou outras ferramentas que guardem o histórico e possam ser consultadas com busca, se necessário.

O objetivo não é controle, mas clareza histórica.

Criar, coletar e esclarecer bons briefings

Briefings são o ponto de partida do trabalho.

Briefings mal definidos geram desperdício de tempo, expectativas desalinhadas e entregas que não resolvem o problema certo.

Como ponto geral é importante não iniciar trabalho relevante sem clareza mínima de contexto.

Também vale tratar briefing como processo, não como documento estático, e revisá-lo quando o contexto mudar.

Para isso, é importante a visão de alguns pontos como os a seguir.

Colaboração e relacionamento no trabalho B2

Definir objetivos, contexto e restrições antes de iniciar o trabalho

Antes de executar, é essencial responder e registrar:

  • Qual problema estamos tentando resolver?
  • Qual objetivo define sucesso?
  • Quais restrições existem (prazo, orçamento, escopo)?

Essa clareza orienta decisões ao longo do processo.

Validar o briefing com perguntas de esclarecimento

Validar briefing significa testar entendimento.

Perguntas ajudam a revelar lacunas, ambiguidades e expectativas não ditas.

Boas perguntas incluem:

  • O que acontece se isso não for feito?
  • O que não faz parte do escopo?
  • Como essa entrega será avaliada?

Documentar decisões e revisões ao longo do processo

Briefings evoluem.

Registrar mudanças em ferramenta confiável que guarde histórico e possa ser consultada com pesquisa, inclusive, evita que decisões antigas sejam usadas fora de contexto.

Negociar expectativas e prazos

Negociar expectativas e prazos é alinhar realidade, não ceder a pressões irreais.

Bons acordos evitam frustração futura.

Negociar escopo antes de negociar prazo, deixar claro o que se ganha e o que se perde em cada decisão e registrar acordos firmados são passos importantes nesse tópico.

Para isso vale atenção aos pontos a seguir.

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Alinhar escopo antes de discutir prazos

Prazo sem escopo claro é fonte de conflito.

Antes de falar em datas, é necessário alinhar o que será entregue.

Negociar prazos com base em esforço real

Prazos devem considerar complexidade, dependências e riscos.

Negociar com base em esforço real aumenta previsibilidade.

Registrar acordos para evitar desalinhamentos futuros

Registrar acordos em ferramenta confiável protege as partes envolvidas e reduz interpretações divergentes ao longo do tempo.

Trabalhar de forma colaborativa em contextos diversos

Ambientes diversos exigem adaptação.

Pessoas possuem repertórios culturais, técnicos e comunicacionais distintos.

Adaptar linguagem ao interlocutor, criar acordos explícitos de trabalho e valorizar perspectivas diferentes são pontos importantes nesse tópico.

Para isso vale atenção a ações como as a seguir.

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Adaptar a comunicação a diferentes perfis e culturas

Comunicação eficaz considera contexto, repertório e expectativas de quem recebe a mensagem.

Construir acordos claros sobre formas de trabalho

Acordos explícitos feitos logo no começo sobre comunicação, prazos e responsabilidades reduzem atrito e melhoram o fluxo de trabalho.

Valorizar contribuições diversas para melhorar o resultado

Diversidade bem integrada amplia a qualidade das decisões e das soluções.

Com essas técnicas, é possível tirar o melhor proveito do tópico colaboração e relacionamento no trabalho.

Referências

ARGYRIS, Chris. Teaching smart people how to learn. Harvard Business Review, Boston, v. 69, n. 3, p. 99–109, 1991.

KAHNEMAN, Daniel. Rápido e devagar: duas formas de pensar. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012.

MINTZBERG, Henry. Managing. Porto Alegre: Bookman, 2010.

ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

STONE, Douglas; HEEN, Sheila. Thanks for the feedback. New York: Viking, 2014.

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