Reunião não é o problema. Reunião sem propósito é.
Quando o trabalho começa a virar ruído, retrabalho e desalinhamento, na minha experiência quase sempre o que falta é o ritmo certo de conversa, no momento certo.
Eu passei a encarar algumas reuniões, como as quatro a seguir, não como algo que existe para “encher agenda”, mas como ferramentas de trabalho.
Ferramentas que me ajudam a organizar o pensamento, alinhar pessoas e poupar muita energia ao longo do tempo.
1. Radar de acontecimentos
É a reunião que me ajuda a tirar a cabeça do modo reativo.
Nela, o time compartilha o que está mudando no contexto interno e externo: prioridades, riscos, dependências e decisões que vêm de fora.
O objetivo, para mim, é claro: evitar surpresas, correria desnecessária, decisões no escuro e conseguir antecipar movimentos relevantes.
2. Reunião de estratégia
Essa não é sobre tarefa. É sobre direção.
Eu uso esse espaço para alinhar objetivos, discutir pontos críticos, definir critérios de decisão e, principalmente, tomar decisões, inclusive as difíceis.
O objetivo é impedir que o time trabalhe muito, e ainda assim na direção errada.
3. Daily
Curta, objetiva e focada no agora.
O que foi feito, o que vem a seguir e onde estão os bloqueios que precisam ser tirados do caminho.
Quando bem-feita, ela mantém o fluxo, reduz ruídos e resolve problemas pequenos antes que eles virem grandes incêndios.
4. One:One
Essa é a conversa que não cabe na reunião de grupo.
É onde eu abro espaço para desenvolvimento, feedback, alinhamento de expectativas e escuta real.
O objetivo é fortalecer confiança, evitar desgaste silencioso, ajustar rotas e melhorar o desempenho no longo prazo.

No fim das contas, boas reuniões não servem para controlar pessoas.
Elas servem para dar clareza, reduzir ansiedade e acelerar decisões.
E quando são bem planejadas, com objetivos claros, o resultado aparece rápido: menos improdutividade e mais conversas que organizam o trabalho e a cabeça.



